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A evolução dos consoles de videogame: do Magnavox ao Playstation 5

Há algumas décadas sendo febre para todos os tipos de público, além de ser um objeto de desejo para muitos até hoje, os videogames nem sempre foram realistas como são agora

Por Mariana Bortolini

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Foto: Acervo pessoal/ Criação: Mariana Bortolini

Magnavox Odssey

Muita coisa mudou desde o surgimento do primeiro videogame lançado na história, em 1972: o Magnavox Odyssey. Atingindo seu sucesso através do inédito dispositivo para interagir com a televisão, o aparelho não reproduzia sons, tinha compatibilidade com apenas dois tamanhos de TV da empresa Magnavox e 27 games lançados, com grande foco nos esportes e em disputas para dois jogadores.

Os jogos não tinham cores e ambientes complexos, e o jogador precisava colocar um filtro plástico na frente da tela da TV para dar ilusões de linhas, cenários, cores e contornos durante o gameplay. O console usava um tipo de cartucho, o game card, que servia para armazenar instruções que eram decodificadas pelo aparelho e convertidas nos games. Alguns jogos precisavam de vários cards para funcionar.

Em 1966, Ralph Baer, responsável pela criação do console, juntamente a William Harrison e William Rusch, começou a pensar na ideia de criar o aparelho para que os usuários pudessem interagir com a TV. O primeiro protótipo foi nomeado como “Brown Box” (caixa marrom), onde ficou pronto em 1968. A partir disso, a Magnavox, subsidiária da Philips, decidiu fabricar o videogame.

Em agosto de 1972, o Magnavox Odyssey foi anunciado e lançado comercialmente. Nos primeiros seis meses vendeu 100 mil unidades, custando US $100 na época.

Dark Blue and Red Paper Musicians Influe
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Foto: Acervo pessoal/ Criação: Mariana Bortolini

Atari 2600

Neste mesmo ano foi criado o Atari pelos americanos Nolan Bushnell e Ted Dabney. Apesar de não ter sido a primeira empresa a criar um console, o Atari foi responsável pela popularização e difusão dos jogos em âmbito mundial, marcando a memória de muitos jovens da época. 

No início dos anos 70, o interesse do público pela diversão eletrônica surgiu com jogos como Pong, desenvolvido por Allan Alcorn, funcionário da Atari. Naquela época, era uma novidade e tanto para as pessoas se empolgarem com duas linhas brancas batendo em uma bolinha, ou melhor, quadradinho. Com a alta demanda, o Atari começou a pensar em um projeto de aparelho doméstico, o Stella, para rodar jogos gravados internamente, em cartuchos que poderiam ser substituídos, fazendo com que a vida útil do aparelho se estendesse indefinidamente.

Sem dinheiro em caixa, e com uma concorrência após a Fairchild Camera lançar o Channel F, e a RCA lançar o Studio II, a Atari foi vendida por US$28 milhões à Time Warner (na época chamada de Warner Communications), permitindo que tivesse dinheiro suficiente para finalizar o Stella, onde nasceu o VCS (Video Computer System), que foi ao mercado por US$ 199,00 com nove jogos: Air-Sea Battle, Basic Math, Blackjack, Combat, Indy 500, Street Racer, duas versões de Surround e Video Olympics.

Em 1978 foram vendidas cerca de 550 mil unidades, de 800 mil produzidas. Já em 1979, a empresa lançou o Atari 2600 onde foi o presente de Natal mais vendido na época, principalmente pelos jogos exclusivos. O Atari conseguiu dobrar as vendas para mais de 2 milhões de unidades vendidas, já que o sucesso de Arcade Space Invaders foi enorme. Nos anos seguintes, em 1982, as vendas dobraram novamente com quase 8 milhões de unidades. 

Os projetos não foram mais para frente e alguns membros da equipe decidiram sair da empresa, já que a companhia não dava crédito aos desenvolvedores de jogos. Outros programadores também deixaram o Atari, criando seu próprio negócio, onde a que deu mais certo foi a Activision, fundada em 1980, tornando-se mais popular que a própria Atari.

Em 1986, o mercado de games caiu e a produção foi cada vez menor após a popularização dos microcomputadores com capacidades gráficas e sonoras superiores a do Atari, logo, no fim da década de 80, o Atari deixou de ser produzido.

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Foto: Acervo pessoal/ Criação: Mariana Bortolini

Nintendo Entertainment System (NES)

Em 1983, a Nintendo acreditava no segmento doméstico. Logo o designer Masayuki Uemura iniciou seu projeto que seria lançado naquele mesmo ano como Family Computer, um videogame mais barato e melhor que os competidores. 

 

Surgiu, então, o Famicom (de Family Computer), onde seu visual lembrava um brinquedo pequeno, com cores claras e vermelho, querendo chamar a atenção das crianças. Seu preço inicial era de ¥14,800 (algo como US$120). Em 1984, o Famicom ganhou espaço no mercado japonês e foi o console mais vendido com cerca de 2,5 milhões de unidades. O início do console apresentou um problema técnico grave e foi preciso um recall (solicitação de devolução) das unidades vendidas, sendo relançado com uma nova placa-mãe.

 

Pensando em crescer, a Nintendo queria fazer parte de outro mercado. Já que a Atari ainda era um nome forte, foi o primeiro caminho buscado pela Nintendo. E assim surgiu o Famicom em parceria com a Atari nos Estados Unidos, mas o negócio não deu muito certo e por fim a Nintendo decidiu seguir sozinha. 

 

Em 1985, a Nintendo estreou uma nova versão da Famicom, a NES (Nintendo Entertainment System). Em 1990, diversas pessoas tinham esse console em casa, mas em 1995 a Nintendo parou de fabricar o console tanto na América como na Europa. A NES acabou vendendo 61,91 milhões de unidades em todo o mundo, mudando o rumo da indústria de videogames

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Foto: Acervo pessoal/ Criação: Mariana Bortolini

Master System

Após a Nintendo lançar o Famicom em 1983, no mesmo dia, a SEGA apostou em seu primeiro console doméstico, o SG-1000, que não deu certo como o do rival.  

 

Ao ver o sucesso da Nintendo com o Famicom, a SEGA decidiu tentar novamente com uma revisão do SG-1000, o SG-1000 II, ou “Mark II”, com consoles removíveis, mas que também não obteve sucesso. Logo, a empresa decidiu mudar o hardware ao colocar mais memória e um chip de vídeo (VDP) que era capaz de mostrar até 64 cores, já que a do NES tinha apenas 16. Esse console foi nomeado como “Sega Mark III”. 

 

Já que no Japão o sucesso não foi o dos melhores, no Reino Unido, em países da Europa e na Austrália, o então chamado de “Master System” conseguiu mais que o Famicom. Já no Brasil, o console chegou em 1989, onde o sucesso foi imediato, se tornando líder de vendas no país. Inclusive, a empresa apostou na criação de jogos com personagens populares como Turma da Mônica e Sítio do Pica-Pau Amarelo. Depois de 30 anos, o videogame não possuía mais uma grande popularidade.

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Foto: Acervo pessoal/ Criação: Mariana Bortolini

Sega Genesis/ Mega Drive

Em 1988, console de 16 bit da SEGA, o Mega Drive foi lançado no Japão, e somente em 1989, lançado nos Estados Unidos, com o nome de SEGA Genesis. O console chamou atenção ao competir diretamente em um mercado praticamente monopolizado pela Nintendo, permanecendo na frente do rival na maior parte de sua vida útil. 

 

Um dos fatores que fez com que o console da SEGA desse certo, foi a criação do mascote Sonic the Hedgehog. Após o antigo console Master System não obter tanto sucesso, a SEGA percebeu que não poderia errar com o Mega Drive e, então, logo partiu para uma grande campanha de marketing, onde desafiava a Nintendo cara a cara. 

 

Na década de 90, o console fez um grande sucesso, vendendo aproximadamente 40 milhões, e acabou perdendo espaço após o surgimento do Playstation, da Sony. No Brasil, o console ainda é produzido com novas versões pela TecToy.

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Foto: Acervo pessoal/ Criação: Mariana Bortolini

Super Famicom

Logo após o enorme sucesso do NES, a Nintendo decide dar mais um grande passo no começo dos anos 1990, no Japão com o Super Famicom, o console de 16 bit. Vendendo todas as trezentas mil unidades feitas, apenas dois games estavam disponíveis em seu lançamento: Super Mario World e F-Zero.

 

Em 1991, o Super Nintendo, versão americana do Super Famicom chegou aos Estados Unidos. Nessa época, o console da SEGA, Mega Drive, já estava dominante no mercado americano. Logo, a Nintendo investiu para retomar a liderança já que durante vários anos conquistou com o NES.

 

Em 1992, a Nintendo lançou um jogo chamado Street Fighter II da Capcom, o que fez as pessoas comprarem o Super Nintendo. Apenas um ano depois a SEGA conseguiu levar o jogo para o Mega Drive. 

 

No Japão, o Super Nintendo ganhava do Mega Drive, mas no ocidente, mesmo com o enorme sucesso de Street Fighter II, o Mega Drive permanecia na frente. Um grande diferencial entre os dois consoles, era a velocidade do Mega Drive em comparação ao Super Nintendo. Por um lado, o processador do SuperNes era extremamente lento, compensando com os gráficos e sons de melhor qualidade. Por outro, O Mega tinha muita qualidade na velocidade, mas com gráficos inferiores, deixando a briga entre os dois consoles acirrada. 

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Foto: Acervo pessoal/ Criação: Mariana Bortolini

Sega Saturn

Em 1994, após a guerra entre Mega Drive e Super Nintendo, foi lançado o Sega Saturn. Todos os jogos lançados para o Saturn foram adaptações feitas do Mega Drive. Um dos jogos previstos a ser lançado pelo novo console da Sega, era um modelo 3D do Sonic, onde se chamaria Sonic Xtreme, mas acabou não chegando ao mercado. 

 

O lançamento do Saturn nos Estados Unidos estava previsto para o dia 2 de setembro de 1995, mas a SEGA no Japão pressionou a filial norte-americana a adiantar o lançamento do console, para que ele chegasse antes do PlayStation, da Sony, o que acabou dando errado. Isso porque as grandes redes de varejo dos Estados Unidos, como Walmart e Kay-Bee Toys, não foram informadas da mudança e ficaram irritadas ao descobrir que os concorrentes tiveram acesso ao console antes deles, alegando que não iriam vender o console da SEGA.

 

A Sony, ao descobrir o ocorrido, anunciou o lançamento do console com um preço de US$ 100 mais barato que o do Saturn, que era de US$399. 

 

Mas não foi apenas isso que prejudicou o lançamento do Saturn, foi também a dificuldade de desenvolvimento do console, que era muito incomum para a época. A SEGA não se esforçou em criar ferramentas que facilitassem e ajudassem a explorar o console. Através disso, precisaria programar ele do zero, fazendo com que os programadores aprendessem uma nova linguagem de hardware. Entre investir em tempo e dinheiro, pensando no Saturn, ou desenvolver para o PlayStation, os estúdios optaram pelo sistema da Sony

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Foto: Acervo pessoal/ Criação: Mariana Bortolini

Nintendo 64

Ainda em 1994, a Nintendo precisava dar a volta por cima com o Saturn e PlayStation surgindo no mercado. Logo, a empresa fez uma parceria com a americana Silicon Graphics para desenvolver os chips que estariam em seu novo console, chamado de “Project Reality”

 

No mesmo ano, a Nintendo disse que pularia a era dos 32 bits, sendo uma geração à frente dos concorrentes da SEGA e Sony. E então nasceu o Ultra 64, que foi batizado depois de: Nintendo 64. 

 

Em junho de 1996, com apenas 3 jogos, o Nintendo 64 foi lançado no Japão. Já em setembro do mesmo ano, ele foi lançado nos Estados Unidos no valor de US$ 250. 

 

Com a capacidade de criar gráficos, personagens, cenários e efeitos mais realistas, o Nintendo 64 gerou rebuliço no mercado. Isso porque seus cartuchos usados no console eram caros e os lucros com as vendas dos jogos eram menores do que as versões de CD lançadas para o PlayStation e Saturn. Os cartuchos tinham um custo de US$ 20 e armazenavam até 32MB, e a concorrência armazenava 650MB. Além disso, o som também ficava prejudicado, já que as músicas não poderiam ser reproduzidas em jogos de cartucho.

 

Por conta de ainda apostarem em cartuchos, produtoras que eram fiéis a Nintendo passaram a produzir exclusivamente para o PlayStation. Por fim, o Nintendo 64 resistiu e fez de tudo para não cometer os mesmos erros com seu próximo console. 

"Quando eu jogava o gameboy, e jogava Tetris, o negócio você falava: “Isso aqui é simples. É legal mas é simples". Hoje é muito diferente. Os jogos tem uma experiência mais rica e viciante. Antes você repetia a mesma coisa, hoje não é só isso."

- diz Fábio Silvestre

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A sensação é de nostalgia quando se trata do primeiro videogame jogado. É o que diz Fábio Silvestre, de 40 anos, ao contar que sua história com os consoles teve uma parte significativa em sua passagem da infância para a adolescência. 

 

Professor universitário e jornalista, Fábio conta que em sua época, a chegada dos videogames era de muita diversidade e a graça era justamente cada um de seus amigos ter um console diferente, para variar as experiências. “O primeiro console que eu joguei foi um Atari, que era de um amigo meu, a gente jogava com frequência quando eu ia até a casa dele”. 

 

O primeiro console de Fábio foi um Master System. “Era uma coisa maravilhosa de jogar. Ele era compacto, tinha uma variedade significativa de jogos, era super divertido. Quando meus pais me deram aquilo eu falei “Agora não preciso de mais nada. Eu tenho esse jogo aqui, quero ficar no joguinho só”, contou ele, que completou falando dos jogos que mais chamaram sua atenção. “Quando a gente jogava Moonwalker, o jogo do Michael Jackson, você falava “Cara, aquilo que está acontecendo aqui, é extraordinário”. Quando você jogava Alex Kidd, você falava: “Puxa, quero só ficar fazendo isso”. Futebol que nem chegava aos pés do que é o FIFA hoje, que é hiper realista, é mais interessante até que o próprio jogo de futebol, mas aquele jogo do Master System era, você chegava, jogava e simulava exatamente as partidas”. 

 

“A primeira reação que a gente teve naquele momento era: “Isso daqui é uma coisa diferente daquilo que a gente estava habituado a brincar”, porque a brincadeira antes era uma brincadeira na rua, e os videogames representaram a primeira porta de entrada para a casa, para jogar dentro de casa”, disse o jornalista sobre seu primeiro contato com os consoles.

 

Após passar pelo Atari e o Master System, Fábio conta que o console que mais gostou de jogar foi o Super Nintendo, por ter uma resolução melhor, e o Mega Drive, onde jogava Sonic. “Eu ficava muito alucinado com os jogos, era algo muito divertido”. 

Passando pela transição dos videogames e acompanhando de perto cada passo dado por eles, Fábio conta que jogou em consoles mais atuais, como o Xbox e Playstation 4, e afirmou que tais consoles estão muito à frente em vários aspectos. “A tecnologia te proporciona um nível de entretenimento que estava de acordo com a transição daquele momento. Hoje eu acho que os consoles e os jogos em especial estão muito à frente, estão mostrando uma outra cena do que pode ser o jogo, tem inúmeros desdobramentos, a própria ideia de fazer esse jogo online”, conta o professor universitário. 

“Os games e os consoles hoje estão muito avançados, eles pautam tendências que outra manifestação de entretenimento consegue fazer, com o mesmo nível de engajamento, de envolvimento…”, completou.

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Foto: Acervo pessoal/ Criação: Mariana Bortolini

Playstation 1

A partir da década de 1990, a indústria de games crescia muito. Neste mesmo momento, a Nintendo procurou a Sony para iniciar o desenvolvimento de um novo console. Mas não demorou para que as ideias entrassem em conflito. 

 

A Sony acreditava que era melhor que os jogos fossem feitos em CDs com uma maior capacidade de armazenamento, além de serem mais fáceis de trabalhar. Já a Nintendo não queria deixar os cartuchos de lado. Por fim, a parceria entre as duas empresas foi desfeita, onde a Nintendo iniciou a produção do Nintendo 64 e a Sony decidiu entrar na guerra dos consoles. 

 

Separado da Nintendo, a Sony iniciou o desenvolvimento de seu primeiro console. O Playstation, conhecido como PSX ou PSOne, chegou às lojas do Japão em 1994. E apenas em 1995 que o produto chegou ao Ocidente, o que não foi um problema, já que o seu principal rival, Nintendo 64, foi lançado no ano seguinte. 

 

Os primeiros jogos do console não empolgaram muito o público gamer, mas isso não afetou as vendas do Playstation, que acabou superando as metas da Sony. Além da troca de cartuchos por CDs, o console ainda tinha Memory Cards e controles com Dual Stick (dois controles). Com certeza um grande feito da Sony para toda a indústria de games

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Foto: Acervo pessoal/ Criação: Mariana Bortolini

SEGA Dreamcast

Pouco antes da virada do século, em 1998 foi o lançamento do SEGA Dreamcast no Japão, e em 1999 nos Estados Unidos. Após o Saturn não conquistar o público, levando uma surra do Playstation, a SEGA estava resolvida a se recuperar no mercado de games. As vendas do console no primeiro ano foi com números recordes, principalmente no mercado norte-americano, com vendas de 500 mil unidades nas duas primeiras semanas. O preço do console era de US$ 199 e ajudou muito, já que os chefes japoneses queriam cobrar US$ 250.  Jogos como Sonic Adventure, Marvel vs Capcom e Power Stone garantiram boas vendas do console. 

 

O Dreamcast era o primeiro console de 128 bits do mercado, sendo mais poderoso do que PlayStation e Nintendo 64, além de trazer inovações como o uso de modem embutido para jogar online

 

Mas como todo sonho pode acabar, mesmo com as ótimas vendas no primeiro ano e com tecnologias revolucionárias, o anúncio do PlayStation 2, em 1999, foi um tiro certeiro para o Dreamcast. Com as fortes campanhas da Sony, as vendas do console da SEGA foram diminuindo e o Dreamcast acabou sendo esquecido. 

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Foto: Acervo pessoal/ Criação: Mariana Bortolini

Playstation 2

Em 1999, a Sony já havia revelado para o público um protótipo do Playstation 2 e dos primeiros games como Tekken Tag Tournament, Gran Turismo 2000, Eternal Ring, entre outros. Após sua aparição, não se falava sobre outra coisa. 

 

A Sony deu informações, ainda, como a data de lançamento e mostrou vídeos do que o aparelho poderia fazer. Além dos jogos, o Playstation 2 era capaz de reproduzir filmes em DVD e CDs de áudio, primeiro aparelho daquela geração a fazer isso.

 

No dia 4 de março de 2000 o PlayStation 2 foi lançado no Japão, e em apenas dois dias vendeu 980 mil unidades do console, tendo um forte crescimento, também, na venda dos jogos e no mercado de DVDs

 

Em junho de 2000, as vendas do Dreamcast já haviam caído muito e a Nintendo ainda investia no Nintendo 64, mas já havia anunciado a produção do GameCube, assim como a Microsoft fazia o anúncio do Xbox. 

 

Nos Estados Unidos também já tinha uma data de lançamento: outubro de 2000, com o preço de US$ 299, 100 dólares mais caro do que o Dreamcast. O tão esperado dia chegou e o PS2 foi lançado nos EUA, junto com 26 títulos e a promessa de mais de 50 lançamentos até o final daquele ano. 

Mas o lançamento foi marcado por uma série de problemas. Isso porque havia pouca quantidade de aparelhos disponíveis no mercado: era previsto um milhão de consoles no lançamento, mas apenas 500 mil unidades chegaram às lojas. Mas isso não abalou as vendas do console, foi o suficiente para quebrar o recorde de vendas do Dreamcast de US$ 98 milhões, atingindo a marca de US$ 250 milhões em seu primeiro dia de venda.  

 

No lançamento na Europa, um mês depois, o mesmo problema da falta de aparelhos nas lojas se repetiu. Mas lá ainda era pior, já que só havia 80 mil unidades e apenas seis títulos disponíveis. Mas não para por aí, diversos problemas como memory cards que apresentavam defeitos, poucos títulos expressivos no lançamento e desenvolvedores que reclamavam da dificuldade na produção de games eram fatores preocupantes para a Sony, já que poderia custar o seu sucesso. 

 

Meses após seu lançamento, as vendas do console diminuíram, mas ainda assim vendia mais do que seu único concorrente, o DC (apelido do SEGA Dreamcast). No início de 2001 surgiu a primeira vítima do PS2, a SEGA anunciando que iria se dedicar ao desenvolvimento de software. Mas apesar disso, no final de 2001, as vendas do PS2 explodiram, com jogos como GTA III que virou febre e ajudou a alavancar as vendas do console no mundo todo. Apenas em 2013 a Sony anunciou que iria descontinuar a produção do PlayStation 2, deixando um enorme legado.

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Foto: Acervo pessoal/ Criação: Mariana Bortolini

GameCube

Em setembro de 2001, após o sucesso do PlayStation 2, e o seu Nintendo 64 cada vez mais mal visto devido seus jogos em cartuchos, a Nintendo lançou o GameCube, sendo o primeiro console a usar discos ópticos. Assim como seu concorrente da Sony, o GameCube também permitia que fossem conectados cartões de memória para salvar os jogos. O console vendeu cerca de 300 mil unidades e três jogos foram oferecidos: Luigi’s Mansion, Wave Race: Blue Storm e Super Monkey Ball.

 

Dois meses depois, o console chegava em solo norte-americano e tentava atingir o público do Nintendo e Super Nintendo: as expectativas eram boas. O sucesso do Cubo se deu com a adoção do MiniDVD que, com ele, o desenvolvimento dos jogos era mais fácil. A empresa se orgulhava de ser mais difícil de piratear o pequeno DVD, explicando que a decisão por esse tipo de mídia teria sido motivada por esse fator. 

 

A campanha “Who Are You?” (Quem é você?), utilizada como slogan pela Nintendo, foi um sucesso. No entanto, o que era ideia resgatar jogadores do Nintendo e Super Nintendo, falhou ao alcançar um público inesperado, crianças e idosos. Apesar de ser uma nova oportunidade para ter novos públicos, as desenvolvedoras não enxergaram dessa forma. 

 

Lentamente, a situação começou a se tornar crítica, e em 2003, a Nintendo precisou suspender a produção do GameCube por determinado período para tentar vender as unidades do console que ficaram paradas nas lojas. Como forma de vender mais rápido, o valor do videogame foi reduzido de U$ 199 para apenas US$ 99, mas mesmo assim a empresa não obteve retorno, deixando o número de vendas estável. 

 

Com a paralização da produção do GameCube, o console não conseguiria alcançar o objetivo de dar a volta por cima, ocupando a 3ª colocação na Guerra dos Consoles, vendendo pouco mais de 21 milhões de unidades em todo o mundo, contra as 24 milhões do Xbox e 154 milhões do PlayStation 2. 

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Foto: Acervo pessoal/ Criação: Mariana Bortolini

Xbox 

Em 2000, Bill Gates anunciou o tão aguardado Xbox. Lançado na América do Norte no final de 2001, o console da Microsoft só chegou no Japão em fevereiro de 2002 e no resto do mundo em março do mesmo ano, sendo o primeiro console vendido por uma empresa americana no novo século. 

 

O Xbox queria conquistar o mercado japonês, que estava chamando mais atenção após o grande sucesso da Nintendo e da SEGA. O console não foi tão bem sucedido nessa missão, conquistando mais o mercado europeu. 

 

O jogo que mais chamou atenção do público foi um exclusivo de tiro, chamado Halo, que colocava o jogador na pele do herói. Xbox teve, também, mais dois jogos relevantes de luta: Dead or Alive 3 e Soul Calibur. 

 

O aparelho vendeu 24 milhões de unidades e foi um sucesso comparado ao Dreamcast, console da SEGA, que durou entre 1998 e 2001. O Xbox foi descontinuado em 2009 e teve vida útil de quase oito anos. 

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Foto: Acervo pessoal/ Criação: Mariana Bortolini

Nintendo Wii

Após o Nintendo 64 e GameCube ficarem longe de seus principais concorrentes, a Nintendo decidiu adotar uma nova estratégia: ao invés de apostar em hardwares para competir de igual para igual com seus rivais tecnologicamente, a ideia foi introduzir uma nova forma de jogar, criando uma terceira via nos videogames

 

Logo então surgiu o Wii, conhecido por “Revolution”. O console foi criado em 2001 e anunciado em 2004. Lançado em novembro de 2006 nos Estados Unidos e no mês seguinte no Japão, Austrália e Europa, o console era vendido por U$ 249,99. 

 

O que mais chamou a atenção do público era a forma de jogar que ele tinha, controles com sensores de movimento. O videogame continha 5 modalidades que acompanhavam o console: tênis, baseball, boliche, golfe e boxe, que se chamava WiiSports.  Além dele, outros títulos estavam no lançamento do console: The Legend of Zelda: Twilight Princess, Call of Duth 3, dentre outros, totalizando 21 jogos. 

 

Apesar do início de sucesso, no meio do caminho a empresa percebeu que perdeu parte de seu público. Diversas pessoas migraram para o Xbox 360 e PlayStation 3, já que desejavam experiências em alta definição. O Wii deixou de ser fabricado em 2013.

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Foto: Acervo pessoal/ Criação: Mariana Bortolini

Xbox 360

No dia 12 de Maio de 2005, em um comercial da MTV, canal de televisão norte-americano, foi anunciado o Xbox 360 e em novembro do mesmo ano foi então lançado o console da Microsoft. Assim como o primeiro Xbox, o novo console tinha como diferencial seu potente hardware

 

De início, o Xbox 360 vendeu 77 milhões de aparelhos e, só no Brasil, foram vendidos 9,2 milhões de consoles, fazendo com que ele superasse o PlayStation 3, ficando atrás do Nintendo Wii. 

 

Em novembro de 2010, para concorrer com o controle de movimento do Nintendo Wii, a Microsoft lançou o sensor Kinect, que funcionava captando movimentos do corpo do jogador. Foram vendidos mais de 8 milhões de unidades nos primeiros dois meses e um total de 24 milhões de unidades. 

 

No entanto, o Xbox 360 também tinha alguns pontos negativos de falhas na placa-mãe do console: quando três luzes vermelhas apareciam no console, ele ficava inutilizado. Ao reparar o erro, a empresa lançou em 2010 a versão slim do console, que acabou resolvendo o problema. Hoje a Microsoft ainda trabalha com o Xbox 360 na versão Slim, com jogos disponíveis para o aparelho como Fifa 16, Call of Duty: Black Ops 3 e Rise of the Tomb Raider.

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Foto: Acervo pessoal/ Criação: Mariana Bortolini

Playstation 3

O PlayStation 3 foi anunciado em 2005 e lançado em novembro de 2006 no Japão, exatamente um ano e um dia após o lançamento do Xbox 360. O objetivo da Sony era, claramente, disputar o mercado com o gigante da Microsoft. 

 

Mas o início do console da Sony não foi dos melhores. Um grande problema foi o seu preço inicial elevado, no valor de US$ 600, mais do que qualquer outro console da época. O PS3 apresentou diversas dificuldades, também, para que produtoras lançassem jogos no console, já que era difícil programar nele. Alguns games, inclusive, não saíram como planejado, contendo erros e bugs

 

O erro foi tão grande que a Sony garantiu não cometer o mesmo erro com o lançamento do PlayStation 4, dizendo que pretendia transformá-lo em uma plataforma acessível para todos os desenvolvedores. 

 

Mesmo com os problemas da empresa, o PS3 contou com alguns dos melhores jogos já feitos, como Uncharted: Drake 's Fortune, The Last of Us e God of War 3. 

 

O PS3 teve, ainda, 2 versões de seu console. O PlayStation 3 Slim, lançado em 2009, que tinha algumas pequenas alterações no visual. E o PS3 Super Slim, lançado em 2012, que era ainda menor que o modelo Slim e com modificações que visavam em reduzir custos. Em todas as suas versões, foram vendidos mais de 80 milhões de consoles e já teve mais de 800 jogos oficiais lançados. 

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Wii U

Em novembro de 2012 chegava ao mercado o Wii U, que trazia algumas novidades interessantes em seu joystick, dispositivo manual ligado a um computador. Nele, era possível desenhar, se comunicar com outras pessoas, compartilhar imagens entre o joystick e a TV. O console era, ao mesmo tempo, um videogame convencional e um portátil. 

O Wii U trazia jogos como Rayman Legends, ZombieU, Donkey Kong Coutry: Tropical Freeze, Swords & Soldiers HD, Shovel Knight, Mario Kart 8 e Super Mario World 3D. 

Desde que começou a ser vendido, o console vendeu 12,6 milhões de unidades no mundo. Em 2016, a Nintendo confirmou que a produção do Wii U foi encerrada.

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Playstation 4

No dia 15 de novembro de 2013, chegou ao mercado o PlayStation 4, da Sony, sendo fortemente aguardado por diversos fãs do modelo antecessor. O lançamento foi feito primeiro na América do Norte, onde a Microsoft tinha parte de seu mercado com o Xbox 360.

 

O desenvolvimento do PS4 ocorreu ainda em 2008, pensando em evitar problemas com o lançamento, como aconteceu com o PS3. Em todo esse tempo, diversas correções foram feitas no projeto antes que a produção se iniciasse.

 

A mídia de jogos escolhida pela Sony, para o PS4, foi o Blu-Ray, que pode ser lido em até 6 velocidades. Ele também contém suporte a vídeos 4k, mas não dá suporte a jogos com essa resolução. O equipamento também reproduz DVDs, mas não executa CDs de áudio. 

 

O único lado negativo do console é que, por ter várias funções a mais que o PS3, a autonomia da bateria do controle é menor. Enquanto o PS3 atingia 30 horas de utilização sem necessidade de recarregar, o PS4 funcionava por apenas 8 horas.  O PS4 vendeu em 9 meses, mais de 10 milhões de unidades.

Foto: Acervo pessoal/ Criação: Mariana Bortolini

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Xbox One 

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O terceiro console da Microsoft, o Xbox One, foi apresentado em maio de 2013 e lançado em novembro do mesmo ano, chegando nessa mesma data no Brasil. A ideia da empresa era que o console não reproduzisse apenas jogos, mas sim ser um dos principais eletrônicos da sala e uma central de entretenimento. 

 

O controle do Xbox One era uma evolução do modelo do 360 com melhor ergonomia e alguns botões alterados, além de respostas táteis nos gatilhos. Além de rodar jogos, o console trazia uma central multimídia eletrônica, capaz de acessar conteúdos via CD, DVD, Blu-Ray e entrada USB para pendrive

 

Em 2016, o Xbox One teve variações em seu modelo, lançando o Xbox One S, que tinha o tamanho menor do que o original. Em 2017, foi lançado o Xbox One X, com suporte para 4K, podendo rodar jogos das versões anteriores. Mesmo com as melhorias, o console ainda ficou um pouco inferior ao PlayStation 4. 

 

O que fez o Xbox One ser muito criticado, foi o fato de que era necessário que o console ficasse online o tempo todo para não ter o funcionamento comprometido, além de não poder emprestar jogos usados. 

 

A Microsoft, então, voltou atrás, retirando tais restrições de compartilhamento de jogos e a questão de ficar online o tempo todo. Em 2017, a empresa lançou o Xbox Game Pass, serviço de assinatura disponibilizado por R$29,90, onde o jogador tem acesso a mais de 200 jogos.

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Foto: Acervo pessoal/ Criação: Mariana Bortolini

Playstation 5

No dia 12 de novembro de 2020, o PlayStation 5 foi lançado nos Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia, Japão, Singapura e Coreia do Sul. Somente no dia 19 o Brasil, e o restante do mundo, recebeu o console da Sony, vendido por R$ 4699. 

 

O PS5 traz sistema de rastreamento de raios, para luzes e sombras mais nítidas, com suporte 4K, HDR e até 120 quadros por segundo se o jogo suportar. O console promete carregamentos muito mais rápidos e traz a retrocompatibilidade da maioria dos jogos de seu antecessor, PlayStation 4.  

 

Quem comprar o console poderá jogar títulos como Marvel’s Spider-Man: Miles Morales, Marvel’s Spider-Man: Remastered, o remake de Demon’s Souls, Devil May Cry 5: Special Edition, Sackboy: A Grande Aventura e outros. 

Dark Blue and Red Paper Musicians Influe

XboxSeries X e S

Os novos consoles da Microsoft, Xbox Series X e Xbox Series S, se tornaram o lançamento de maior sucesso da empresa. Os dois videogames foram lançados em novembro de 2020 e são, agora, os concorrentes do PlayStation 5 (PS5), da Sony. No Brasil, os consoles já estão à venda nos valores de R$ 4599 (o X) e R$ 2799 (o S).

 

A empresa prometeu que o console será quatro vezes mais poderoso do que o Xbox One X, dizendo que ele entregará, no mínimo, resolução 4K e 60 quadros por segundo (FPS). 

"Se a gente separar os consoles desde o Atari, passando pelo Nintendo 64, Playstation 1 e até os da nova geração, é uma coisa absurda, os gráficos, resolução, quantidade de players online, ter uma plataforma que você pode jogar com amigos a distância, é revolucionário"

- Diz Guilherme Dátilo

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A paixão é enorme quando se trata de videogames. Formado em jornalismo, Guilherme Dátilo, de 23 anos, se recorda até hoje do primeiro console em que teve, um Nintendo 64, e o primeiro console em que jogou, um Playstation 1. “O que eu joguei de fato foi o Playstation 1, foi meu primeiro console da vida que eu joguei muito e foi aí que eu comecei a me apaixonar pelo mundo dos games”, disse ele.

 

Nascido em uma geração onde a internet e os consoles já eram mais avançados, Guilherme conta que não consegue imaginar como era antigamente com os primeiros videogames, mas aponta que a diferença entre o Playstation 1 e o 2 foi uma revolução. "A gente pegou uma era que tudo é muito prático. Eu consigo imaginar a mudança do Playstation 1 para o 2. Eu lembro que foi muito grande a mudança gráfica. Na época eu fiquei maravilhado, todo mundo queria, então eu imagino que naquela época o Atari e os consoles mais antigos tenha trazido essa coisa de você estar na sua casa, chamar os amigos pra jogar com você e passar horas na frente de uma televisão”, pontuou. 

 

Guilherme diz, ainda, que o avanço dos consoles foi uma mudança revolucionária. "Se a gente separar os consoles desde o Atari, passando pelo Nintendo 64, Playstation 1 e até os da nova geração, é uma coisa absurda, gráficos, resolução, quantidade de players online, ter uma plataforma que você pode jogar com amigos a distância. Acho revolucionário”. 

 

Mesmo sendo da nova geração, Guilherme diz que a vontade de jogar em consoles antigos como o Atari, é enorme. "Tenho muita curiosidade, acho muito ‘daorinha’. Tinha um simulador no Playstation 2 antigamente, um disco com 3000 jogos do Atari, aí eu jogava. Acho que foi o contato mais perto que tive, tenho muita vontade de pegar a manivela e jogar”, concluiu.

Os consoles não param de evoluir e quem se beneficia são os apaixonados por videogames, que terão muito mais realidade, entretenimento e diversão de alta qualidade! Eai, quais desses consoles você já teve ou jogou?

Foto: Acervo pessoal/ Criação: Mariana Bortolini

Guilherme Dátilo
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